Grupo 1: Amanda Rodrigues, Maria Fernanda Merguizo, Maria Luísa Paulino, Paula Alvinhão, Vitória Bital e Sofia Lima.
Lygia Clark - Bichos
MATERIAIS
Metal: frio / industrial/ familiar/ liso/ resistente/ concreto/ memórias básicas e instintivas
Arestas pontiagudas: cuidado/ atenção/ respeito ao material/ interação consciente/ vontade própria
Dobradiças: elemento comum/ familiar/ movimento/ flexibilidade/ transformação
Não decorativa
Falta de pintura: sem distrações
Modelação com geometria simples: obra processual
Industrial vira meio para experiência humana.
É graças à escolha do material, no caso as chapas de aço, que permitem essa maleabilidade e multiplicidade de posições que “o bicho” é capaz de atingir. Isso porque, juntamente com as dobradiças, há uma flexibilidade que abre margem para execução de diversos movimentos.
Além disso, o metal na sua forma mais crua permite uma maior imersão, contato direto com o não-objeto, já que não abre margem para distrações. é como manusear o não-objeto na sua forma mais pura.
As arestas pontiagudas dão a liberdade para o não-objeto ser o que é, sem a necessidade de cumprir com pré-requisitos do indivíduo. Ele é o que é, independente de ser algo que possa incomodar o usuário.
SENSORIAIS
Tato protagonista: se percebe a textura, peso e resistência.
Autenticidade: cada movimento altera a obra de forma única.
Organismo-vivo: o material interage com a movimentação resistindo e cedendo, o que traz a ideia de um organismo-vivo.
Atenção corporal: medo de se machucar com as arestas ou quebrar o objeto, ajuda a prender o espectador.
Manipulação sem instruções: cada interação é única e depende da escolha do espectador.
CONTEXTUAL
Neoconcretismo: a arte precisa envolver subjetividade, corpo e vivência.
Início dos anos 60: ditadura militar - busca pela liberdade de expressão.
o bicho vira comentário político sutil.
Influências: artes cinéticas, teorias fenomenológicas (corpo é o centro da experiências do mundo) e artes participativas.
Julio Le Parc
O fundo preto se destaca com os elementos brancos, criando um contraste marcante que contribui para a ideia de movimento. As linhas seguem certo padrão e sequência, mas apresentam pequenas variações em suas posições e ângulos, o que gera uma sensação de dinamismo — tanto ao guiar o olhar do espectador em uma direção circular quanto ao sugerir certa profundidade.
No centro da composição, os traços parecem mais organizados, enquanto, à medida que se aproximam das bordas, tornam-se progressivamente mais desordenados. Essa transição reforça a ideia de expansão. Além disso, a percepção da obra pode variar conforme a distância do observador: aproximações e afastamentos revelam diferentes interpretações visuais da imagem.
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